Relatividade Geral · UDESC/CCT · Capítulo 2

Vetores e
momento

A linguagem de quadrivetores, e como ela resolve cinemática e dinâmica relativística sem depender de componentes particulares.

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Roteiro

O caminho deste capítulo

AulaAssunto
5Vetores no espaço-tempo · produto escalar
6Quadrivelocidade · vetores da base · quadrimomento
7Conservação · energia como componente temporal
8Centro de momento · massivas e sem massa
9Exemplos resolvidos · problemas orientados
10Oficina computacional · exercícios

A pergunta que organiza tudo

Como escrever leis de conservação que valham, com a mesma forma, em todos os referenciais?

A resposta exige primeiro decidir o que é um vetor aqui — e a resposta não é “uma lista de quatro números”.

Aula 5 · Seção 2.1

O critério é a transformação

As coordenadas de um evento mudam de S para S' pela transformação de Lorentz, que em forma compacta é

x'^\mu=\Lambda^\mu{}_\nu\,x^\nu

Um quadrivetor é qualquer conjunto de quatro números que se transforme exatamente assim. Essa é a definição inteira.

Consequência prática imediata: quatro números juntos num parêntese não formam um vetor até que se verifique como eles mudam de referencial.

O exemplo que interessa é \mathrm{d}x^\mu, o deslocamento entre dois eventos vizinhos: por ser diferença de coordenadas, transforma-se assim. Dividi-lo por um escalar devolve outro vetor — a matriz \Lambda passa direto pela divisão.

Aula 5 · Seção 2.1

Por que a velocidade comum não é um vetor

Dividir por \mathrm{d}t não produz um vetor: \mathrm{d}t é a componente temporal de \mathrm{d}x^\mu, e muda de referencial para referencial.

Logo \bm v=\mathrm{d}\bm x/\mathrm{d}t não é parte de quadrivetor nenhum.

E isso explica algo do capítulo anterior: é por não ser vetorial que a velocidade obedece àquela lei de composição desajeitada,

u'=\dfrac{u-v}{1-uv}

em vez de se transformar linearmente. O que salva a construção é existir um escalar natural ao longo da linha de mundo: o tempo próprio.

Aula 5 · Seção 2.2

Produto escalar

Ele já existia, disfarçado: o intervalo é o produto de \mathrm{d}x^\mu consigo mesmo. Generalizando,

\bm A\cdot\bm B\equiv-A^0B^0+A^1B^1+A^2B^2+A^3B^3 =\eta_{\mu\nu}A^\mu B^\nu

É invariante

E a prova não precisa ser refeita: aplicada a \bm A=\bm B=\mathrm{d}\bm x, a definição devolve \mathrm{d}s^2. O caso geral segue de \bm A\cdot\bm B=\tfrac12[(\bm A+\bm B)^2-\bm A^2-\bm B^2] — três normas, e normas são intervalos.

Por que é a ferramenta central

Um produto escalar é um número que não depende de quem calcula. Sempre que uma pergunta física for respondida por um produto escalar, a resposta pode ser obtida no referencial mais conveniente e usada em qualquer outro.

Aula 6 · Seção 2.3

Quadrivelocidade

O tempo próprio é o escalar de que precisávamos — o mesmo para todos os observadores. Dividir o deslocamento por ele produz um vetor legítimo:

U^\mu=\dfrac{\mathrm{d}x^\mu}{\mathrm{d}\tau} =\gamma\,(1,\bm v)

usando \mathrm{d}\tau=\mathrm{d}t/\gamma. O único acréscimo que torna \bm v vetorial é o fator \gamma — exatamente o preço de trocar \mathrm{d}t por \mathrm{d}\tau.

A norma é fixa

U^\mu U_\mu=-\gamma^2+\gamma^2v^2=-\gamma^2(1-v^2)=-1

Não é uma velocidade comum em quatro dimensões: seu “tamanho” é sempre -1. É o vetor tangente normalizado à linha de mundo, parametrizada pelo tempo próprio.

Aula 6 · Interlúdio, fora da numeração · Schutz §2.2

Os vetores da base

U^\mu=\gamma(1,\bm v) está certo: o índice à mostra avisa que aquilo já são componentes. Mas \vec U=(\gamma,\gamma\bm v) seria falso — à esquerda, um objeto que não depende de referencial nenhum; à direita, quatro números que só existem depois de escolhidos os eixos.

\vec A\;\underset{\mathcal{O}}{\longrightarrow}\;(A^0,A^1,A^2,A^3)

Lê-se “\vec A tem componentes (A^0,A^1,A^2,A^3) no referencial \mathcal{O}”. A letra embaixo da seta diz quem está medindo.

A marca do outro referencial vai no índice — linha aqui, barra no Schutz —, nunca no símbolo: \vec A\,' sugeriria um segundo vetor, e é exatamente isso que não acontece.

Quatro vetores privilegiados, um por eixo

\vec e_0\underset{\mathcal{O}}{\to}(1,0,0,0),\quad \vec e_1\underset{\mathcal{O}}{\to}(0,1,0,0),\ \dots
(\vec e_\alpha)^\beta=\delta_\alpha{}^\beta
\vec A=A^\alpha\vec e_\alpha

Um quadrivetor deixa de ser “uma lista de quatro números” e passa a ser uma soma: A^\alpha é quanto se toma de \vec e_\alpha. Componente e vetor da base são as duas metades de uma mesma frase — e a segunda estava implícita desde a Seção 2.1.

Aula 6 · Interlúdio · Schutz §2.2

A base anda para o lado contrário

O mesmo vetor, somado em duas bases: A^\alpha\vec e_\alpha=A^{\alpha'}\vec e_{\alpha'}. Troque A^{\alpha'} por \Lambda^{\alpha'}{}_\beta A^\beta, junte os fatores de outro modo e exija que valha para todo \vec A:

Componentes

A^{\alpha'}=\Lambda^{\alpha'}{}_\beta\,A^\beta

sem linha com linha

Base

\vec e_\beta=\Lambda^{\alpha'}{}_\beta\,\vec e_{\alpha'}

com linha sem linha

A mesma matriz, em sentidos opostos — e é esse cancelamento que mantém A^\alpha\vec e_\alpha igual a si mesma. Daí os dois nomes: componentes contravariantes, base covariante.

De brinde: em componentes de \mathcal{O}, \vec e_{0'}\to\gamma(1,v,0,0) e \vec e_{1'}\to\gamma(v,1,0,0) — as inclinações dos eixos t' e x'. E \vec U=\vec e_{0'}: a quadrivelocidade é o vetor temporal da base do referencial que viaja com a partícula.

Aula 6 · Interlúdio · Schutz §2.2

As duas bases, no papel de \mathcal{O}

À esquerda, as bases de O e de O' desenhadas no diagrama de O; à direita, o mesmo vetor decomposto nas duas bases
À esquerda: \vec e_{0'} e \vec e_{1'} apontam ao longo dos eixos t' e x', com as pontas sobre as hipérboles invariantes — parecem mais longos numa folha euclidiana, mas são tão unitários quanto \vec e_0 e \vec e_1. À direita: a regra do paralelogramo nas duas bases devolve o mesmo \vec A, que é todo o conteúdo de \vec A=A^\alpha\vec e_\alpha=A^{\alpha'}\vec e_{\alpha'}. A “tesoura” do Capítulo 1 era, o tempo todo, o desenho da base de \mathcal{O}'.

Aula 6 · Interlúdio · Schutz §2.2

A métrica é a tabela da base

\vec A\cdot\vec B=A^\alpha B^\beta\,(\vec e_\alpha\cdot\vec e_\beta)

O produto escalar de dois vetores quaisquer está inteiramente determinado por dezesseis números: os produtos escalares da base entre si. E esses já são conhecidos — as componentes da base são \delta_\alpha{}^\beta.

\boxed{\ \vec e_\alpha\cdot\vec e_\beta=\eta_{\alpha\beta}\ }

Uma tétrade ortonormal — entendido que “unitário”, para um vetor temporal, quer dizer norma -1. Em espaço curvo a definição é a mesma, g_{\mu\nu}=\vec e_\mu\cdot\vec e_\nu; o que se perde é o direito de dizer que a tabela vale \mathrm{diag}(-1,1,1,1) em todo ponto.

A tabela de sinais vinha de onde?

Da base. \eta_{\mu\nu} não foi imposta de fora: é o que sobra quando se pergunta como os quatro eixos de um observador se relacionam entre si.

Baixar índice ganha desenho

A_\alpha=\vec A\cdot\vec e_\alpha

a componente de índice baixo é a projeção do vetor sobre o eixo correspondente.

E a ponte para 2.4: com \vec U=\vec e_{0'}, -\vec p\cdot\vec U=p^{0'}. Trocar “a componente 0 no referencial de fulano” por “o produto escalar com a quadrivelocidade de fulano” é a manobra que o curso repete até o fim.

Aula 6 · Seção 2.4

Quadrimomento e casca de massa

p^\mu=mU^\mu=(E,\bm p),\qquad E=\gamma m,\quad \bm p=\gamma m\bm v

A norma dá a relação de dispersão:

p^\mu p_\mu=-m^2 \quad\Longrightarrow\quad E^2=\bm p^2+m^2

Para fótons, m=0 e E=|\bm p| — a energia é o próprio módulo do momento.

Casca de massa: hipérbole E²=p²+m² no plano (p,E)
Para m>0 a curva nunca toca a reta E=|\bm p|: por maior que seja o momento, E>|\bm p| sempre. Para m=0 ela degenera na própria reta — não há folga entre energia e momento para o fóton.

Aula 7 · Seção 2.5

Conservação, numa linha

\sum_{\rm inicial}p^\mu=\sum_{\rm final}p^\mu

Essa equação compacta contém conservação de energia e de momento ao mesmo tempo. E a vantagem da forma tensorial é decisiva: se ela vale em um referencial inercial, vale em todos.

Decaimento M\to 2m

No repouso da partícula inicial, por simetria os momentos finais têm módulos iguais e sentidos opostos, e cada produto tem E=M/2:

|\bm p|=\sqrt{\dfrac{M^2}{4}-m^2}

O decaimento só é possível se M\ge 2m — do contrário o radicando fica negativo.

A cinemática, sozinha, já proíbe processos: nenhuma dinâmica precisou ser invocada.

Aula 7 · Seção 2.6

Energia é uma componente, não um objeto

Assim como tempo e espaço são partes de um mesmo objeto geométrico, energia e momento também são. Uma colisão que parece envolver só energia num referencial envolve os dois, inseparáveis, em outro.

m^2=-p^\mu p_\mu

Mais fundamental que E=\gamma m, porque não depende do referencial: a energia de uma partícula depende do observador, a massa de repouso não.

Para um sistema

M_{\rm sist}^2=-P^\mu P_\mu,\qquad P^\mu=\sum_a p_a^\mu

Essa massa inclui energia cinética interna. Um gás quente numa caixa tem massa maior que o mesmo gás frio.

Duas partículas sem massa, cada uma com energia E, em sentidos opostos: p_1^\mu=(E,E,0,0) e p_2^\mu=(E,-E,0,0) dão P^\mu=(2E,0,0,0), logo M_{\rm sist}=2E. Cada uma tem massa zero; o sistema, não.

Aula 8 · Seção 2.7

Centro de momento

O referencial do centro de momento é definido por \bm P=0. Nele, toda a energia disponível aparece como massa invariante do sistema — e é por isso que ele simplifica colisões.

A energia disponível para criar partículas novas não é a energia do feixe: é \sqrt{s}=M_{\rm sist}, e a diferença entre as duas montagens experimentais é enorme.

Comparação entre colisor e alvo fixo: energia disponível
No colisor, \sqrt{s}=2E cresce linearmente. No alvo fixo, \sqrt{s}=\sqrt{2m^2+2mE} cresce só com \sqrt{E}. A defasagem é a energia desperdiçada em manter o centro de momento em movimento no laboratório.

Aula 8 · Seção 2.8

Massivas e sem massa

com massasem massa
p^\mu p_\mu-m^2<0 (temporal)0 (nulo)
energiaE=\gamma mE=|\bm p|
velocidadev<1 semprev=1 sempre
tempo própriocorre normalmente\mathrm{d}\tau=0 — não há
referencial de repousoexistenão existe

A última linha é a que mais custa aceitar: não existe referencial que acompanhe um fóton. Perguntar “o que o fóton vê” é perguntar por um referencial que a teoria não tem — e a quadrivelocidade, cuja norma é sempre -1, sequer pode ser definida para ele.

Aula 9 · Seção 2.10

Compton, sem calcular o elétron

Da conservação p_\gamma+p_e=p_\gamma'+p_e', isole p_e' e tome a norma. Como p_e'\cdot p_e'=-m_e^2 — a casca de massa —, o elétron final desaparece da conta:

\boxed{\dfrac{1}{E'}-\dfrac{1}{E} =\dfrac{1-\cos\theta}{m_e}}

A relação de Compton em energias, sem h nem \lambda. Nunca foi preciso calcular o quadrimomento do elétron espalhado — essa é a técnica padrão para espalhamentos e decaimentos.

Fração de energia do fóton espalhado em função do ângulo
Quanto maior E/m_e, mais forte o espalhamento. No limite E\ll m_e recupera-se o espalhamento Thomson clássico.

Aula 9 · Seção 2.10

Doppler transversal: um efeito sem análogo clássico

Uma fonte passa e emite um fóton perpendicularmente à sua velocidade, no instante em que o observador o recebe. A frequência própria é a energia medida por quem viaja com a fonte,

\nu_0=-p_\mu U_{\rm fonte}^\mu=\gamma\nu \quad\Longrightarrow\quad \nu=\dfrac{\nu_0}{\gamma}

Redshift puro, sem componente de aproximação nem de afastamento. Classicamente não haveria efeito algum: não há movimento ao longo da linha de visada.

O que sobra é só a dilatação do tempo — em v=0{,}8, a frequência recebida é 0{,}6\,\nu_0.

Repare no método: a frequência própria foi obtida como um produto escalar, -p_\mu U^\mu — a energia de um fóton medida por um observador de quadrivelocidade U^\mu. É uma fórmula que vale em qualquer referencial, e que voltará em espaço-tempo curvo.

Aula 10 · Seção 2.11

Oficina computacional

Quadrivetores — verificar numericamente que U^\mu U_\mu=-1 e p^\mu p_\mu=-m^2 se mantêm sob boosts aleatórios, e montar a massa invariante de um sistema de várias partículas.

Compton e foguete — a relação de Compton conferida contra a conservação bruta, e a equação do foguete relativístico integrada numericamente.

Os programas são \texttt{cap02\_quadrivetores.py} e \texttt{cap02\_compton\_foguete.py}, com as verificações simbólicas em \texttt{cap02\_quadrivetores.wl}.

Foguete relativístico: fração de massa contra velocidade final
Trajetória de uma nave com aceleração própria a_0=1g, acelerando até o meio do percurso e desacelerando depois, para chegar a Proxima Centauri em repouso: 3,54 anos de bordo contra 5,87 na Terra. A tracejada é o cone de luz — a trajetória nunca o alcança.

Fechamento

O que fica

Uma definição

Vetor é o que se transforma como x'^\mu=\Lambda^\mu{}_\nu x^\nu. Não é lista de quatro números.

Uma ferramenta

O produto escalar dá números que não dependem de quem calcula — escolha o referencial conveniente e use a resposta em qualquer outro.

Um vínculo

p^\mu p_\mu=-m^2. A casca de massa é o que permite eliminar da conta a partícula que não interessa.

O que vem

Vetores foram suficientes aqui. Para escrever a fonte da gravidade será preciso um objeto com dois índices — e é o Capítulo 3 que o constrói.

Para a próxima aula

Exercícios

Cinco por capítulo, para entrega, com a marca indicando a seção do Schutz que cobre o assunto — e três problemas de Conteúdo extra que pedem para modificar os programas da página da disciplina.

Assunto
1Verificar que um conjunto de quatro números é (ou não) um quadrivetor
2Norma da quadrivelocidade e o significado de U^\mu U_\mu=-1
3Decaimento em duas partículas: energias, momentos e o limiar M\ge2m
4Massa invariante de um sistema de fótons
5Colisor contra alvo fixo: quanta energia de feixe para o mesmo \sqrt{s}

Apêndice interativo · Seção 2.2

Ortogonal aqui quer dizer refletido

\theta = 16,0°  ·  \mathbf{A}\cdot\mathbf{B} = 0

\mathbf{A}\cdot\mathbf{A} = -1,55  ·  \mathbf{B}\cdot\mathbf{B} = +1,55

Os dois ângulos são sempre iguais. Refletir na linha de luz troca \mathbf{A} por \mathbf{B} — e o produto escalar permanece zero, por mais que você abra ou feche o par.

Arraste até o fim: os dois vetores colapsam sobre o espelho. Aí \mathbf{A}=\mathbf{B} é um vetor nulo, e a figura mostra por que ele é ortogonal a si mesmo — está deitado sobre o próprio espelho.

um temporal, um espacial

E este par você já viu: são os eixos ct' e x' do capítulo 1. A “tesoura” que os fechava sobre a linha de luz era, o tempo todo, a afirmação de que os dois eixos de um mesmo observador são ortogonais entre si.

Apêndice interativo · Seção 2.3

Acelerar sempre igual desenha uma hipérbole

a_0 = 1,0 g  ·  1/a_0 = 0,97 al

\tau = 0,00 a bordo  ·  t = 0,00 na Terra

v = 0,000 c  ·  \gamma = 1,00

Parada no vértice: a linha de mundo sobe reta.

O vértice fica a 1/a_0 da origem — a distância mínima ao vértice do cone de luz, e acelerar mais forte é passar mais perto dele. Mas a linha de mundo nunca cruza a luz: com v=\tanh(a_0\tau), a tangente só se deita na direção dela. E os pontos deixados para trás são passos iguais de tempo próprio — espalham-se porque cada ano de bordo custa cada vez mais tempo na Terra.

Apêndice interativo · Interlúdio

Um vetor, três referenciais

v' = 0,30 c  ·  \gamma' = 1,05

v'' = -0,35 c  ·  \gamma'' = 1,07

base A^0 A^1 \vec A\cdot\vec A
\{\vec e_\alpha\} 2,001,00 -3,00
\{\vec e_{\alpha'}\} 1,780,42 -3,00
\{\vec e_{\alpha''}\} 2,511,82 -3,00

as seis componentes mudam com os controles; a coluna A·A não muda nunca — é o mesmo vetor, lido de três ângulos.

A seta verde nunca se mexe — o que os controles giram são as bases, e com elas os três paralelogramos, que continuam fechando no mesmo ponto. É \vec A=A^\alpha\vec e_\alpha=A^{\alpha'}\vec e_{\alpha'} =A^{\alpha''}\vec e_{\alpha''} com a mão.

Apêndice interativo · Interlúdio

Aumente o vetor da base, e a componente encolhe

tamanho componente produto
\vec e_x 0,506,00 3,00
\vec e_y 0,504,00 2,00

eₓ ÷2,00 ⇒ Aˣ ×2,00 · eᵧ ÷2,00 ⇒ Aʸ ×2,00 — sempre ao contrário, e sempre pelo mesmo fator.

A coluna da direita não se mexe — ela é a projeção de \vec A sobre cada eixo, um fato sobre o vetor e não sobre quem o mede, e é ela que obriga componente e base a serem inversas uma da outra. Nem é preciso relatividade para isso: aqui não há \gamma nem cone de luz, só a escolha da régua. Dobrar \vec e_x é medir com uma régua duas vezes maior, e então cabem metade das réguas no mesmo \vec A. É a mesma razão pela qual \vec e_\beta=\Lambda^{\alpha'}{}_\beta\vec e_{\alpha'} anda para o lado contrário de A^{\alpha'}=\Lambda^{\alpha'}{}_\beta A^\beta: lá são \Lambda e \Lambda^{-1}, aqui são \lambda e 1/\lambda.

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