Astronomia (AST0001) · Capítulo 1

A Terra, o equador e a eclíptica

O equador está pintado na Terra. A eclíptica não: ela é um círculo máximo inclinado de ε que desliza sobre a superfície, dando uma volta por dia sideral.

A esfera arraste para girar

O ponto dourado é o ponto subsolar: onde o Sol está a pino neste instante. Repare que ele está sempre sobre a linha dourada — o Sol está na eclíptica, por definição.

Controles

Leituras

ponto subsolar (lat, lon)--
declinação do Sol--
nodo ascendente (long.)--
tempo sideral Θ--
trópicos--
círculos polares--

O mesmo, em mapa plano

Aqui a relação fica explícita: a eclíptica projetada é a senoide tan φ = tan ε · sen(L + Θ), em que L é a longitude e Θ o tempo sideral de Greenwich. Mexa na hora: a curva desliza inteira, sem mudar de forma. Mexa em ε: a amplitude muda, e os trópicos acompanham.

Três coisas para notar

Os trópicos são o envelope da eclíptica A curva dourada nunca passa dos trópicos, e os toca exatamente duas vezes por volta. Por isso o Trópico de Câncer está em +ε e o de Capricórnio em −ε: eles não são convenção, são o alcance máximo do Sol a pino.
Com ε = 0 não há estações Clique em ε = 0: a eclíptica cai sobre o equador, o ponto subsolar fica preso na linha do equador o ano inteiro, e os círculos polares vão para os polos.
O terminador conta a estação No equinócio a fronteira dia/noite passa pelos dois polos. Nos solstícios ela deixa um polo inteiramente iluminado e o outro no escuro — os círculos polares marcam a fronteira.

A mesma equação do ajuste de círculo máximo do Laboratório 1A, com i = ε. Lá vocês a usam para medir a obliquidade a partir do Sol; aqui ela está desenhada sobre a Terra. Contornos: Natural Earth, domínio público.