O eixo não acompanha a órbita
Anime o ano sem tocar na câmera e olhe a linha laranja: ela aponta sempre para o
mesmo lugar do espaço, e mantém rigorosamente o mesmo ângulo na tela — a projeção
aqui é ortográfica, justamente para que direções paralelas continuem paralelas. (Ao
arrastar a vista, é claro, tudo gira junto: quem mudou foi você.) Ela não aponta para o Sol. É essa teimosia que produz as estações — em junho o polo norte se inclina
para o Sol; seis meses depois, o mesmo eixo, sem ter mudado, aponta para longe dele.
A linha dourada é o mesmo círculo do outro dashboard
O corte do plano na Terra tem declinação máxima igual a ε e cruza o equador
exatamente nos equinócios. É, ponto a ponto, a eclíptica projetada do dashboard
“A Terra, o equador e a eclíptica”.
A órbita quase não é uma elipse
A excentricidade é 0,0167 e está desenhada aqui, de verdade — e mesmo assim você
não consegue vê-la. Veja a leitura da distância: ela varia só 3%. O periélio cai em
janeiro, quando é verão no hemisfério sul. Distância não explica estação.
A malha está presa no Sol
As linhas da grade ficam em posições fixas no espaço, ancoradas no Sol — as duas que
passam por ele vão mais fortes. Como a câmera acompanha a Terra, é o plano inteiro
que desliza pela tela conforme o ano avança. O que você vê passar é a distância percorrida.
Olhe de dentro do plano
Arraste até a elevação zero: o plano vira uma linha, a órbita vira um segmento, e
fica evidente que o Sol, a Terra e a órbita inteira estão todos na mesma folha.
Contornos: Natural Earth, domínio público. Posição do Sol pela
fórmula de baixa precisão do Astronomical Almanac (~0,01°).